Dor de cabeça: causa pode estar associada a diversos fatores
Um dos principais sintomas que leva pacientes a clínicas médicas é a conhecida dor de cabeça. Clínicos, pediatras, fisioterapeutas, dentistas, neurologistas e neurocirurgiões são apenas alguns dos especialistas que recebem rotineiramente e tratam pacientes com o devido problema em seus consultórios. Dados revelam que ao longo da vida 90 a 100% das pessoas terão algum tipo de dor de cabeça. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC) 72% da população brasileira teve pelo menos uma crise de dor de cabeça em 2009, enquanto que 2% da população faz uso de analgésico diariamente para ajudar a combater a dor.
A Sociedade Internacional de Cefaléia (International Headache Society) reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça, que pode ser dividida em primária (quando é por si só a manifestação principal da doença, por exemplo, a enxaqueca e cefaléia tensional) e secundária (quando é sintoma secundário a outra doença, como nos casos de aneurismas, tumores cerebrais e infecções). Entretanto, fatores como problemas neurológicos, alimentação ou má postura podem estar diretamente ligados ao problema.
Segundo a Dra. Taíssa Ferrari Marinho, neurologista do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, “a falta de informação da população a condiciona a procurar tratamentos paliativos, como o uso de analgésicos e antiespasmódicos, o que geralmente traz um alívio momentâneo, porém, não se descobre a verdadeira causa do problema”.
Dra. Taíssa alerta sobre três importantes e prováveis desencadeadores da cefaléia:
- Postura: vilã oculta dos problemas de dor de cabeça – A má postura é um dos grandes vilões das dores de cabeça. A postura inadequada ao se sentar para trabalhar, ao andar, ou até mesmo ao deitar-se, pode levar a uma sobrecarga na coluna cervical e, consequentemente, desencadear dor de cabeça. Além disso, ao fazer exercícios físicos (caminhada, corrida, musculação) é imprescindível se atentar à forma adequada de praticá-los, com orientações de especialistas.
- Alimentação adequada ajuda a evitar problemas de enxaqueca – A crise de enxaqueca pode durar poucas horas ou, em determinados casos, até alguns dias. Alguns pacientes com a doença têm dor de cabeça desencadeada por alguns tipos de alimentos. Este problema pode ter seus efeitos atenuados caso a pessoa evite os alimentos causadores (ex. doces (açúcar), álcool, cafeína e alimentos que contêm tiramina). Lembrando que o jejum prolongado também pode ser considerado um desencadeador da crise de dor. Portanto, é importante a orientação de um especialista para descobrir qual alimento evitar.
- Analgésicos podem causar piora da dor – Os analgésicos podem tornar crônica a dor de cabeça. O consumo exagerado impossibilita o organismo de lutar sozinho contra a dor. Com o tempo o medicamento não surte mais efeito e a pessoa passa a sofrer diariamente com a dor.
Saiba Mais:
O Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral é formado por uma equipe multiprofissional e especializado em doenças da coluna vertebral e do sistema nervoso. Tem como objetivo desenvolver a qualidade de vida em seus pacientes, embasado em avanços científicos e tecnológicos.
Dra. Taíssa Ferrari Marinho é especialista em Neurologia pela Associação Médica Brasileira e pela Academia Brasileira de Neurologia. Realizou especialização lato sensu em Epilepsia, Eletroencefalografia e em Video-eletroencefalografia pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
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