Saúde da Mulher: Como evitar e tratar hemorroidas durante a gravidez
As temidas hemorroidas são formadas por músculos e vasos sanguíneos que se localizam no canal anal. Quando hemorroida inflama, podem surgir vários outros sintomas incômodos, como dor, inchaço e sangramento. “Há aparecimento do mamilo hemorroidário com sangramento eventual durante a evacuação. Além disso, há casos nos quais existe risco de trombose da hemorroida, com maior dor e, eventualmente, necessidade de cirurgia”, diz a ginecologista Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), doutora em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo.
Segundo o Dr. Vladimir Schraibman, não se sabe a causa dessa doença e também não há nenhum estudo que tenha demonstrado se há predisposição genética ou não. “Entretanto, a melhor prevenção para a mulher é seguir os cuidados higiênico-dietéticos mesmo antes de engravidar. Deve-se evitar a higiene da região anal através da fricção de papel higiênico ou qualquer tipo de papel seco no local, preferindo a lavagem com água e sabão ou lenços umedecidos. Recomenda-se uma dieta rica em fibras alimentares e a ingestão de, pelo menos, 2 litros de água ou sucos para proporcionar uma boa regulação do hábito intestinal, com evacuações diárias. Seguindo essas orientações, as chances de haver alguma crise por doença hemorroidária durante a gravidez diminui muito”, afirma o especialista.
Mas, se o problema já tiver se manifestado, o tratamento inicial é o mesmo para pacientes gestantes e não gestantes: cuidados higiênico-dietéticos, pomadas locais, banho de assento e analgésico oral. A diferença está na restrição ao uso de antiinflamatórios que são proibidos durante o período gestacional e em relação ao tratamento cirúrgico que deve ser evitado ao máximo durante a gravidez, ficando restrito para alguns casos de trombose e exteriorização hemorroidária. De acordo com a Dra. Rosa Neme, a tendência das hemorroidas é de se tornar pior com o decorrer da gravidez, com pico de sintomas nas últimas semanas (38ª-39ª semana), porém logo após o parto geralmente observa-se uma grande melhora.
Com o término da gravidez, geralmente as hemorroidas diminuem de tamanho e o processo inflamatório termina. De qualquer modo, se os cuidados com higiene e uma alimentação rica em fibras associada à ingestão de líquidos, não forem sempre mantidos haverá um risco de aparecer uma nova crise. “Após várias crises, entretanto, as hemorroidas tornam-se maiores e o tratamento cirúrgico pode ser necessário”, finaliza o Dr. Vladimir.
Perfis
Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844) – É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996) e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo (2004). Realizou residência-médica também na Universidade de São Paulo (2000). É membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade de Ginecologia do Estado de São Paulo (FEBRASGO/ SOGESP) e membro da Associação Americana de Laparoscopia Ginecológica (AAGL). Além de dirigir o Centro de Endometriose São Paulo, ela integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês.
O Centro de Endometriose São Paulo conta com serviços voltados à assistência global da saúde da mulher e valorização da beleza feminina. A iniciativa deste projeto pioneiro é da Dra. Rosa Maria Neme, que possui diversos trabalhos publicados sobre a endometriose e larga experiência no tratamento desta doença. Ela lidera uma equipe clínica formada por médicos e profissionais nas áreas de ginecologia, radiologia, cirurgia do aparelho digestivo, urologia, clínica geral, anestesia especializada no tratamento de dor, dermatologia, fisioterapia, nutrição e psicologia.
Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304) – Cirurgia Geral e Gastrocirurgia
Especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System). Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, Dr. Vladimir Schraibman é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil), é médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, além de integrar o corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.
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